A Conta que Não Fechava
Toda aventura começa com um erro. Esta começou com R$ 0,01 aparecendo em todos os lugares ao mesmo tempo.
À meia-noite e um minuto, todas as máquinas da assistência técnica imprimiram o mesmo recibo. Valor: um centavo. Vencimento: ontem. Pagador: a Capital inteira.
A Planilha Mestra não gostava de erros pequenos. Erros grandes ao menos tinham a educação de anunciar que alguma coisa estava errada. Um centavo, porém, era o tipo de diferença que se escondia em rodapés, atravessava décadas e um dia comprava a rua inteira.
Com o Hackerzinho carregando uma extensão de quarenta metros e uma lanterna que funcionava quando queria, ela seguiu o sinal até o antigo prédio da prefeitura. No subsolo, encontraram um cofre enferrujado ligado a um cabo sem tomada. O cofre imprimia recibos sozinho e cada papel descrevia uma mutreta que ainda não havia acontecido.
A primeira previsão
O recibo seguinte trazia o nome do Barão do Boleto, três assinaturas que ninguém reconhecia e um endereço ocupado por uma arquibancada. Antes que pudessem ler a última linha, todas as luzes da Capital piscaram em verde.
“Isso não é uma conta”, disse a Planilha. “É um roteiro.”
Da aventura para a mesa
Personagens, ações e lugares vistos nesta parte da história formam o núcleo mecânico da expansão associada.
1Estagiário de TI
Entrada: compre 1 carta.
“Ele não conserta o problema, mas abre dez abas sobre ele.”
3Planilha Mestra
Guarda.
“A planilha não mente. Quem mente é quem preenche.”
1Dado Vazado
Compre 1 carta.
“Não é fofoca, é informação privilegiada de boa-fé.”
3Engenharia Reversa
Compre 2 cartas.
“Se funciona, eu não sei por quê. Mas funciona de novo.”
2Backup na Nuvem
Compre 1 carta e cure 2 de Reputação.
“Tá tudo salvo. Acho. Deixa eu ver. Tá sim.”
4Hackerzinho de Esquina
Entrada: compre 1 carta.
“Ele não invade nada. Só pede emprestada a senha.”